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A Polícia Federal cumpriu um mandado no escritório do advogado do homem que esfaqueou Bolsonaro

A PF (Polícia Federal) de Minas Gerais cumpriu, na manhã desta sexta-feira (21), dois mandados de busca e apreensão: um no escritório e outro em uma empresa do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, responsável pela defesa de Adélio Bispo, agressor confesso de Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo o delegado Rodrigo Morais, que coordena as investigações da PF, o objetivo da operação, que ocorre em Belo Horizonte, é tentar identificar quem estaria financiando a defesa do autor do atentado ocorrido em 6 de setembro, durante um ato de campanha em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

Bispo foi indiciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. O primeiro inquérito da PF concluiu que o agressor agiu sozinho no momento do ataque e que a motivação “foi indubitavelmente política”.

Um segundo inquérito, em andamento, foi aberto para dar continuidade às apurações, visando comprovar “participação de terceiros ou grupos criminosos” no atentado ao político fora do local do crime. Adélio Bispo foi preso em flagrante logo após o atentando e confessou. Ele está detido no presídio de segurança máxima de Campo Grande (MS).

A facada levada por Bolsonaro causou lesões no intestino. Ele passou por cirurgias em Juiz de Fora e em São Paulo. Um novo procedimento ainda será realizado para a retirada da bolsa de colostomia.

Motivação política

De acordo com a denúncia, o MPF (Ministério Público Federal) considerou “clara a motivação política do ato de Adélio, pois seu histórico de militância demonstra que já tinha sido filiado a partido político por sete anos, período em tentou sair candidato a deputado federal”.

O MPF também considerou que, em postagens nas redes sociais, ele qualificava políticos como “inúteis” e pedia a renúncia do atual presidente da República, entre outras publicações em tom de protesto, em particular contra a vítima.

“Adélio Bispo de Oliveira agiu, portanto, por inconformismo político. Irresignado com a atuação parlamentar do deputado federal, convertida em plataforma de campanha, insubordinou-se ao ordenamento jurídico, mediante ato que reconhece ser extremo”, diz a denúncia. O processo também ressalta os prejuízos potenciais e efetivos causados pela ação do denunciado.

“A tentativa de eliminação física do favorito na disputa pelo primeiro turno, em esforço para suprimir a sua participação no pleito e determinar o resultado das eleições mediante ato de violência – e não, como dito, mediante o voto –, expôs a grave e iminente perigo de lesão o regime democrático; produziu risco sério e palpável de distorção no regime representativo, consistente na perspectiva de privação, à força, da possibilidade de milhões de eleitores sufragarem as ideias e propostas com as quais se identificam”, reforça a denúncia.

Autor: admin
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