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Calor dá trégua e chuva chega ao Rio Grande do Sul

Nos próximos sete dias as temperaturas estarão mais amenas e ocorrerão chuvas significativas no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Meteorológico Semanal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Deste esta sexta-feira (1º) e no o sábado (2), a propagação de uma frente fria deverá provocar chuva e trovoadas, com risco de temporais isolados.

No domingo (3), ainda ocorrerão chuvas fracas e isoladas nas faixas Norte e Nordeste. Na segunda-feira (4), o ingresso de uma massa de ar seco afastará a nebulosidade em todas as regiões.

Ar seco na terça

A partir da terça-feira (5), a presença do ar seco manterá o tempo firme, com grande amplitude térmica, garantindo temperaturas amenas durante a noite e valores mais elevados no período diurno. Não há previsão de calor extremo no Estado.

Os volumes de chuva previstos deverão oscilar entre 15 e 30 mm na maioria das regiões. Nas faixas Leste e Norte, os totais esperados deverão ser superiores a 40 mm. Em alguns municípios da Campanha, do Planalto e nos Campos de Cima da Serra os valores poderão alcançar 60 mm.

Os boletins meteorológicos também estão disponíveis gratuitamente em formato de áudio no perfil da secretaria no Soundcloud, com análises e previsões para o Estado e as regiões Campanha, Litoral Sul, Metropolitana, Missões e Planalto.

Praia, calor e águas-vivas

O CIT (Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul) reforça os cuidados que banhistas do litoral devem ter com a presença de animais marinhos, como águas-vivas (ou mães-d’água) e caravelas.

O contato com esses animais – chamados de cnidários – pode causar dor intensa, ardência, lesões e bolhas na pele. Somente em janeiro, foram notificados mais ocorrências desse tipo do que em todo o ano passado.

A bióloga Kátia Moura, do CIT, ressalta que, em caso de contato com os animais, os banhistas devem lavar o local com água do mar e fazer compressas com vinagre. “Nunca se deve usar água doce, porque piora a situação, estourando bolhas tóxicas”, explica. “O vinagre é a principal forma de agir, pois neutraliza as toxinas”, completa.

Caso algum tentáculo fique grudado na pele, Kátia alerta para a pessoa não puxá-lo quando estiver fora da água. “Se precisar, faça isso ainda dentro do mar, com a área submersa. Caso já esteja na areia, só puxe se puder ir molhando o local com vinagre”, orienta Kátia.

Não devem ser aplicadas substâncias sem indicação médica nem pisar ou manipular animais mortos na beira da praia. Caso persista a vermelhidão e/ou dor no local, a recomendação é procurar atendimento médico.

Ocorrências notificadas

As primeiras semanas de 2019 já superaram os números do ano passado de acidentes com águas-vivas. Até 30 de janeiro já eram 98 registros, ante 69 de 2018, de acordo com dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Os números deste ano, contudo, ainda são inferiores a 2017, quando foram notificados 221 casos. Em 2019, as ocorrências mais frequentes foram em Imbé (64 registros) e Arroio do Sal (25), seguido de Torres (7), Capão da Canoa (1) e Rio Grande (1).

Esses números são apenas os registrados. “Em muitos pontos do litoral os guarda-vidas têm vinagre para auxiliar os banhistas em caso de acidente. Isso faz com que a pessoa não necessite procurar atendimento médico posterior, diminuindo os registros no sistema”, observa a bióloga Kátia Moura, do CIT.

Os guarda-vidas do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul utilizam, desde 2015, uma bandeira específica para sinalizar aos banhistas a presença de águas-vivas nas praias gaúchas. Da cor lilás, é colocada à beira-mar quando os profissionais identificam a presença dos animais na água.

Plantão 24 horas

O CIT oferece orientações no plantão 24 horas (inclusive feriados, sábados e domingos) pelo telefone 0800-721-3000.

Autor: admin
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