A Defesa Civil de Minas Gerais informou nesta sexta-feira (1º) que aumentou o número de mortos e desaparecidos entre as vítimas do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), nos arredores de Belo Horizonte. O balanço revelou 115 mortos, 248 desaparecidos e 395 localizados. Dos mortos, 71 foram identificados. As informações são da Agência Brasil.

Segundo a Defesa Civil, aumentou o número de desaparecidos a partir de informações transmitidas ao serviço de ouvidoria da empresa Vale. Por isso, foram incluídos mais dez nomes na relação de desaparecidos.

Polícia

A Polícia Militar informou que 950 homens fazem os trabalhos de segurança da região de Brumadinho. Pela manhã, foi encerrado o trabalho de varredura da área rural. De acorco com o porta-voz da corporação, Jamor Flávio Santiago, um homem foi preso em Belo Horizonte ao tentar dar um golpe nos comerciantes fazendo-se passar por agente federal atuando nos resgates.

O porta-voz da PM acrescentou que é analisada a hipótese de pedir reforço policial para equipes que atuam no interior de Minas Gerais. De acordo com ele, a integração das forças de segurança será mantido por tempo indeterminado.

O delegado da Polícia Civil, Arlen Bahia, afirmou que a delegacia de Brumadinho vai funcionar de 8h à meia-noite todos os dias, incluindo o fim de semana, para atender as pessoas que precisam fazer carteira de identidade. Segundo ele, uma equipe de agentes vai se deslocar para Parque da Cachoeira para atender os atingidos pela tragédia.

Segundo o delegado, foram coletadas amostras para buscar a identificação de 20 corpos. Até o momento, há 71 corpos identificados e restam 19 pré-identificados – quando ainda falta a última conferência feita pelo Instituto Médico Legal.

Preocupação

O prefeito de Brumadinho, Neném da Asa (PV), criticou a Vale, responsável pela barragem rompida da última sexta-feira (25) na cidade. Contudo, manifestou preocupação com a dependência econômica do município da mineradora link doação e os impactos da interrupção das atividades da companhia para a cidade.

O prefeito disse que a cidade está “praticamente acabada” e que “vidas não se pagam”. Ele apontou a obrigação da Vale de recuperar a área do ponto de vista ambiental e dar uma reparação adequada às famílias. O político citou como resultado das cobranças e negociação, o repasse de R$ 100 mil a cada família atingida.

Nesta sexta-feira, após nova negociação, teriam sido acertados mais R$ 50 mil para bancar reparos em casas de pessoas que tiveram de deixar seus lares por determinação da Defesa Civil e foram alocadas em hotéis. O prefeito enfatizou que tais valores não se tratam de indenização, mas de um aporte emergencial às famílias atingidas direta ou indiretamente.

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