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Como funciona o 'golpe do abate de porcos', fraude que fez aposentada perder R$ 37 milhões em falsos investimentos no RS

Aposentada perde R$ 37 milhões em golpe de falsa plataforma de investimentos no RS A fraude que fez uma aposentada de cerca de 70 anos perder mais de R$ 37 mil...

Como funciona o 'golpe do abate de porcos', fraude que fez aposentada perder R$ 37 milhões em falsos investimentos no RS
Como funciona o 'golpe do abate de porcos', fraude que fez aposentada perder R$ 37 milhões em falsos investimentos no RS (Foto: Reprodução)

Aposentada perde R$ 37 milhões em golpe de falsa plataforma de investimentos no RS A fraude que fez uma aposentada de cerca de 70 anos perder mais de R$ 37 milhões no Rio Grande do Sul foi construída ao longo de seis meses, segundo a Polícia Civil. A estratégia, conhecida internacionalmente como “golpe do abate de porcos”, usa confiança, falsas promessas de lucro e pressão por novos aportes até o momento em que a vítima tenta retirar o dinheiro. O caso é investigado pelo Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC). Nesta quinta-feira (13), a Polícia Civil deflagrou a Operação Criptoabate no Rio Grande do Sul e em São Paulo contra suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada por estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp De acordo com o diretor de operações do DERCC, delegado Filipe Bringhenti, o golpe recebe esse nome porque os criminosos aumentam gradualmente o valor extraído da vítima antes de cortar o contato. “A estratégia é de engordar o proveito extraído da vítima até o momento em que isso não é mais sustentável, e o abate vai corresponder ao momento em que o contato é cortado”, afirmou. No caso investigado, a vítima foi inserida em grupos de mensagens que simulavam comunidades de estudo e investimentos no mercado financeiro. Nesses ambientes, os criminosos apresentavam análises, orientações financeiras e supostos resultados positivos. Segundo a polícia, a estrutura também incluía aplicativo e site bem desenvolvidos, usados para dar aparência de credibilidade ao esquema. A vítima acompanhava um saldo virtual que crescia com o passar do tempo, como se os investimentos estivessem gerando lucro real. Com essa falsa percepção de ganho, ela era incentivada a fazer depósitos cada vez maiores. O bloqueio ocorreu quando a aposentada tentou sacar os valores. A partir desse momento, os criminosos passaram a exigir novos pagamentos, apresentados como taxas, impostos ou valores necessários para liberar o patrimônio. Cada novo depósito era seguido de outra justificativa. Assim, a vítima continuava transferindo recursos na expectativa de recuperar o dinheiro que acreditava já ter investido. O chefe do Departamento de Crimes Cibernéticos, delegado Eibert Moreira, informou que os valores aplicados pela aposentada eram de uma herança recebida por ela. Segundo o delegado, ela já fazia investimentos e tinha perfil agressivo, com preferência por ativos de maior rentabilidade. Ainda conforme Moreira, a vítima tinha um corretor de investimentos, que a desaconselhava a fazer aportes altos em aplicações arriscadas. Depois, ela retirou o dinheiro que mantinha em uma corretora regular e transferiu os recursos para a plataforma falsa. A investigação aponta que, depois de sair da falsa corretora, o dinheiro foi distribuído por contas bancárias e convertido em criptoativos. Segundo a polícia, essa movimentação dificulta a recuperação dos valores. A Polícia Civil identificou pelo menos 140 potenciais vítimas inseridas em ambientes digitais relacionados à mesma dinâmica. A apuração também mira empresários do ramo de criptoativos e pessoas suspeitas de operar contas usadas para movimentar o dinheiro. De acordo com a polícia, os investigados se passavam por funcionários de uma empresa identificada como TDASX, que fechou após o início das investigações. O g1 tenta contato com os responsáveis pela TDASX, mas não os havia localizado até a última atualização da reportagem. A orientação da polícia é desconfiar de promessas de rentabilidade muito acima do mercado, plataformas sem credenciais verificáveis e pedidos de novos depósitos para liberar valores que já teriam sido investidos. Aposentada perde R$ 37 milhões em golpe de falsa plataforma de investimentos; polícia faz operação no RS e em SP Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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