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Golpe de Aparecida: 34 fiéis pagam pacote de turismo para santuário em SP, mas excursão não sai e agência é indiciada

Fiéis ficam sem viagem para Aparecida e polícia indicia agência de turismo no RS Um grupo de 34 pessoas de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, ...

Golpe de Aparecida: 34 fiéis pagam pacote de turismo para santuário em SP, mas excursão não sai e agência é indiciada
Golpe de Aparecida: 34 fiéis pagam pacote de turismo para santuário em SP, mas excursão não sai e agência é indiciada (Foto: Reprodução)

Fiéis ficam sem viagem para Aparecida e polícia indicia agência de turismo no RS Um grupo de 34 pessoas de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, aguardou em vão por dois ônibus para uma excursão religiosa com destino ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo. A viagem estava marcada para o dia 27 de julho, mas os veículos nunca chegaram ao local de embarque. A maioria dos passageiros tem mais de 60 anos e é ligada à paróquia Sagrado Coração de Jesus. Alguns fiéis fariam o trajeto para pagar promessas. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Relatos das vítimas apontam que muitos não tinham condições de pagar a viagem à vista e precisaram parcelar o valor. Diante do cancelamento sem aviso prévio e da falta de ressarcimento, o caso passou a ser investigado. Há também registros apurados pela polícia nas cidades de Novo Hamburgo e Bagé. A Polícia Civil indiciou a empresa JPF Turismo Religioso e o seu responsável, Márcio Flores, pelo crime de estelionato. O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário no dia 18 de setembro. Segundo a investigação, mesmo que a viagem não tenha sido planejada inicialmente para causar prejuízo, o organizador assumiu o risco ao perceber que não conseguiria cumprir o compromisso e não avisar os passageiros. "O fato gerador do registro de ocorrência do inquérito ocorreu dia 27 de julho, às 7 da manhã, quando a empresa não compareceu para prestar o serviço. Não houve qualquer explicação, nem anterior nem posterior, e até o dia 18 de setembro, quando foi remetido o inquérito com o indiciamento, ele não fez o pagamento nem o ressarcimento e nem mostrou iniciativa para ressarcir as vítimas", afirmou o delegado Cristiano Reschke, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Canoas. Em nota, a JPF Turismo Religioso informou que passa por dificuldades e que está organizando o reembolso das vítimas o mais breve possível. A empresa declarou atuar há 13 anos no mercado e afirmou que o problema ocorreu apenas nas duas últimas romarias com destino a Aparecida. Para evitar situações semelhantes, a polícia orienta a verificação do histórico das agências antes da assinatura de contratos. "Primeiro, vai contratar uma empresa? Pesquisa no site da Receita Federal, no site oficial, se aquele CNPJ está ativo. Procure o Cadastur, procure o Reclame Aqui para ver se há reclamações em relação àquela empresa ou àquele agente que está sendo contratado. E são as principais ações que alguém que está contratando um serviço tem que tomar", orientou o delegado. Fiéis ficam sem viagem para Aparecida e polícia indicia agência de turismo no RS Reprodução Nota da JPF Turismo Religioso "A empresa está passando por dificuldades no momento mas estamos vendo para fazer o reembolso o mais breve possível para todos os nossos romeiros, lembrando que a empresa já existe a 13 anos trabalhando exclusivamente com turismo religioso foram mais de 400 romarias para Aparecida nesse tempo e mais de 30 peregrinações para Terra Santa, são mais de 10.000 clientes, a empresa sempre honrou com seus compromissos, infelizmente nessas duas últimas romarias não conseguimos, mas já foram devolvidos os valores para alguns romeiros, vou mandar alguns contatos que já receberam aqui para vocês confirmarem." VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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