Morte de ciclista completa 1 mês e testemunhas reforçam responsabilidade de mulheres que tiravam fotos em ciclofaixa, diz polícia
Ciclista é atropelado e morre ao desviar de pedestres que tiravam foto em ciclovia no RS Há um mês, na tarde de 4 de junho, o ciclista Cleocir Jorge dos Sant...
Ciclista é atropelado e morre ao desviar de pedestres que tiravam foto em ciclovia no RS Há um mês, na tarde de 4 de junho, o ciclista Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos, morreu após ser atropelado por um carro em Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul. Ele trafegava na ciclofaixa quando se desequilibrou ao colidir com duas mulheres, caiu na pista de rolamento e foi atingido pelo automóvel. Entenda por que amigas que tiravam fotos em ciclovia são investigadas por homicídio culposo O caso aconteceu na Avenida Brasil Oeste, no bairro Boqueirão. A Polícia Civil teve acesso a imagens do acidente e apura a responsabilidade das pedestres que estavam no espaço destinado às bicicletas no momento do acidente. Veja acima. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp As duas mulheres são investigadas por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). A delegada Daniela Mineto, responsável pela investigação, explica que aguarda os laudos das perícias para concluir o inquérito. Testemunhas foram ouvidas nas últimas semanas e, segundo a delegada, "os relatos apenas corroboram a responsabilidade das mulheres na ação que vitimou Cleocir". As mulheres teriam ido até o local tirar fotos para as redes sociais. As identidades delas não foram reveladas, mas são moradoras de Carazinho, cidade vizinha a Passo Fundo, segundo a polícia. Em uma entrevista anterior, a delegada já havia destacado que a ciclofaixa não é um espaço para circulação de pessoas. "Essas mulheres agiram de forma totalmente inadequada em cima da ciclofaixa, causando então a queda desse ciclista." Amigas param em ciclofaixa para tirar fotos e são investigadas por homicídio culposo após morte de ciclista Reprodução Ciclista já havia relatado perigo na ciclofaixa Familiares de Cleocir dizem que ele já havia relatado situações de risco na ciclofaixa. “Ele sempre comentou que tinha problemas com pedestres na ciclovia. Um dia quase caiu, no outro quase atropelou. Era uma constante”, afirma o sobrinho Rafael Iarchescki. Cleocir era conhecido por manter uma rotina ativa e utilizava a bicicleta com frequência, principalmente para cuidar da saúde. Ciclista morre atropelado em Passo Fundo Guilherme Canal/ RBS TV O que diz a prefeitura O município conta com mais de 37 km de malha cicloviária, distribuídos entre avenidas e parques. Em espaços mais recentes, há separação entre ciclofaixa e caminhódromo, permitindo o uso distinto por ciclistas e pedestres. Já em trechos mais antigos, a divisão nem sempre existe ou é bem definida, o que aumenta o risco de acidentes. A sinalização, em muitos pontos, tenta orientar os usuários, com placas que indicam espaços exclusivos ou compartilhados. Segundo a prefeitura, quando não há caminhódromo, o pedestre deve utilizar a calçada. "Hoje temos ciclofaixas que são exclusivas para ciclistas, não pode ter pedestre ali. Nesses casos onde não tem caminhódromo, o pedestre precisa usar o passeio público", explicou o secretário municipal de Segurança Pública, Tadeu Trindade. VÍDEOS: Tudo sobre o RS